25 Abril – Concerto no Auditório Municipal

Jornada marcada pelo mau tempo que levou a que o programa delineado para a parte da manha tivesse sido cancelado, as comemorações do 25 de Abril em Montalegre estiveram focadas no “Concerto de Abril” interpretado pela banda musical de Parafita no auditório municipal. Um reportório que agradou ao executivo que se fez representar ao mais alto nível. Para Fernando Rodrigues, presidente da edilidade, quem marcou presença testemunhou um momento «de grande qualidade».

 

Um pouco por todo o lado decorreram celebrações dos 38 anos do 25 de Abril. Hábito comum, Montalegre recordou a data com festejos alusivos à efeméride. A forte chuva que se fez sentir levou ao cancelamento do previsto ao ar livre, durante a manhã. Todavia, a tarde foi embelezada com o desempenho da banda musical de Parafita, no auditório municipal.

 

«OBRIGAÇÃO»

 

Para Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, «celebrar o 25 de Abril é uma obrigação». Concordar ou não com «as políticas que o governo segue e, independentemente de vermos que há muita gente a fazer mal aos valores do 25 de Abril, num momento destes, mais se exige, recordar essas profecias». Nessa linha, reforça que «é importante lembrar o esforço que fizeram aqueles que lutaram pelo 25 de Abril e que libertaram o país de muitos anos de ditadura e regime fascista». Numa altura «de tantos sacríficos e tantas dificuldades é bom que o espírito de Abril seja evocado, sobretudo para os mais novos», acrescenta.

 

«ESPERANÇA»

 

Os festejos do 25 de Abril servem para «ganhar força e esperança de que o espírito do 25 de Abril, objetivos e utopia podem voltar a fazer caminho para as novas gerações», defende Fernando Rodrigues. Nesta linha, acrescenta que «esse espírito pode voltar a deixar o país com esperança e futuro». No que diz respeito ao espetáculo, o edil afiança que «a banda musical de Parafita está cada vez melhor». Apenas lamenta não ter escutado «a “Grândola”, pois havia aqui muita gente que a gostava de ouvir». Sem poupar elogios, salienta que «a banda é um dos representantes culturais do concelho», provavelmente «o maior embaixador da cultura barrosã, pela projeção que tem cá dentro e no exterior».

 

«25 DE ABRIL É AMANHû

 

Vereador da cultura e vice presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves mostrou-se descontente com a pouca adesão ao concerto. Com esse sentimento, assevera que «nós temos que começar a dar valor às coisas boas que temos». Mais além, refere que «o 25 de Abril não foi ontem, nem há 38 anos… o 25 de Abril é amanhã». O espírito de Abril «implica que todos nós saibamos estar na vida». Sem se deter, explica que «saber estar na vida é ter o espirito de participação, de envolvimento nas causas políticas, sociais e culturais». Nessa linha, «a banda de Parafita é um bom exemplo, merecia um pouco mais de respeito e mais participação do público».

 

«NÃO BASTA TER ACONTECIDO

UMA REVOLUÇÃO»

 

Para Orlando Alves «não basta ter acontecido uma revolução». A «verdade é que o aperfeiçoamento é constante e diário». Vivemos «numa hora e momento que temos que resistir». Nesse contexto reforça que «é necessário resistir a esta humilhação de quem impõe condições severas, austeras, de quem nos humilha, sacrifica até ao limite e desvirtua, de certa forma, o sentido do 25 de Abril». É certo que «a democracia tem os seus órgãos próprios ainda em funcionamento, mas é uma humilhação diária aquilo que estamos a sentir», partilha. Em retrospetiva, conta que «estamos muito honrados àqueles que deram a vida e se expuseram na madrugada do 25 de Abril», porém «o jogo está do nosso lado e temos que ser nós a jogar, a ter espírito de participação, com sentido crítico e de responsabilidade, revolta, objeção e contestação».

 

«PENSAR NOS VALORES DE ABRIL»

 

A banda musical de Parafita «presenteou-nos, mais uma vez, com um concerto fantástico», certifica Fátima Fernandes, vereadora da educação do município de Montalegre. É uma data «muito importante para mim e sei que a maioria dos portugueses pensa tal e qual como eu». Hoje, «mais do que nunca, temos que pensar no que é que significa a liberdade». É preciso pensar «na palavra democracia», alerta. A principal preocupação «deve ser o povo e devem fazer o melhor por esse povo». É necessário ter «em conta que somos uma nação muito antiga, com uma identidade muito própria e que as pessoas são o mais importante».

 

«CONCERTO EVOLUÍDO»

 

António Coelho, maestro da coletividade barrosã, mostrou-se contente no final do espetáculo. O público pôde assistir «a um concerto mais evoluído em termos de reportório, mais moderno, com mais efeitos e com recurso a  sintetizador». A componente vocal não foi esquecida e «dois cantores, com muita qualidade», estiveram em palco.

 

Reportagem da Rádio Montalegre sobre o concerto

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Reportagem TV Barroso

 

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